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domingo, 12 de junho de 2011

Quiche Lorraine (+-)


MASSA
- 3 xícaras de farinha de trigo
- 200g de manteiga amolecida
- sal a gosto
- 1/4 de xícara de água

Misture a manteiga com a farinha até a massa ficar semelhante a farinha grossa. Jogue a água aos poucos e misture até obter uma massa homogênea. Refrigere por 15 minutos e depois abra em uma superfície levemente enfarinhada. Não é necessário untar/enfarinhar a forma a ser usada. Quando a massa estiver na forma, fure com um garfo para evitar que ela inche. Leve ao fogo médio (230 graus) por 15 minutos.

RECHEIO
- 4 ovos
- 1 caixa de creme de leite
- 250g de mussarela triturada
- 1 copo de requeijão
- 250g de bacon cortado em cubinhos
- 1 xícara de leite
- 50g de parmesão ralado

Refogue o bacon. Bata os ovos levemente até o ponto de omelete. Misture requeijão, creme de leite, leite, mussarela e o bacon já refogado com os ovos. Coloque o recheio na base levemente assada, cubra com o parmesão ralado e depois leve ao forno por mais 40 minutos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Torta de Cookie e Sorvete


TORTA DE COOKIE E SORVETE
- 2 pacotes de cookies (200g cada)
- 1/4 xícara de manteiga derretida
- calda de chocolate
- Meio pote de sorvete de creme

Esmague os cookies de um pacote até que virem farelos (vide receita do Cheesecake). Misture a manteiga até que os farelos estejam molhados. Cubra a base da forma com a massa.

Com o outro pacote de cookies, parta cookies ao meio e coloque na lateral da forma, até completar a forma. Se estiver usando cookies pequenos, use-os inteiros.

Cubra a massa com calda de chocolate (ver receita abaixo) e leve ao congelador por aproximadamente 10 minutos.

Enquanto isso, amoleça o sorvete de creme. Retire a base do congelador e coloque o sorvete, espalhando até ficar uniforme.

A partir daqui, seja criativo com a cobertura. Usei pedaços do cookie que sobrou por cima da torta e cobri com mais calda de chocolate. Outra alternativa é usar chantilly ou merengue. Ou ainda alguma calda de frutas.

Mantenha no congelador até pouco antes de servir e o que sobrar, também.

CALDA DE CHOCOLATE
- 1 lata de leite condensado
- 8 quadradinhos de chocolate meio amargo (aprox. 60g)
- 2 colheres de manteiga
- 1 colher de chá de essência de baulinha (opcional - não usei)

Jogue tudo em uma panela e mexa em fogo baixo até ficar homogêneo e o chocolate derreter por completo. Retire do fogo e seja feliz. Se for usar a baulinha, esse é o momento de misturá-la.

sábado, 19 de junho de 2010

Como eu descobri que Will & Grace não é uma boa medida de tempo...

Depois de dois testes de bolo de caneca e uma reedição do mousse de maracujá, eu estava arrasada por não ter trazido nada ao meu dia além de uma quantidade massiva de calorias que facilmente me levariam à danação eterna.

Eu esperava que nossa colaboradora vegetariana colocasse um pouco de dignidade nesse blog (/olha pra Carol), nos ensinando algum prato saudável...

Para amenizar meu peso na consciência (e no corpo), estava determinada a preparar algo light, então recorri ao São Google com as palavras "receita light fácil". Como "fácil" para mim tem que ser algo que seja à prova de minha incapacidade culinária, eu desprezei várias sugestões que a divindade propôs, até achar isso: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/1362-torta-de-liquidificador.html

Não é nada light, mas é fácil, e eu tinha os ingredientes em casa...

Torta de Liquidificador

Ingredientes:

Massa:

- 1 ovo
- 6 colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo (acabei usando 9, pq a massa ficou muito mole)
- 5 colheres de sopa de queijo ralado
- 1 pitada de orégano (...)
- 1 colher de sobremesa de fermento em pó
- 1/2 cebola
- 1 xícara de chá de leite
- 1/2 xícara de chá de óleo

Recheio: a gosto, pode ser carne picadinha, frango desfiado, sardinha refogada, lingüiça acebolada, queijo e presunto.

Preparo:

Coloquei o forno pra pré-aquecer, como manda o figurino. Não sei quanto tempo ficou, mas foi o suficiente para a preparação. Embora o site recomende temperatura média, deixei em fogo baixo, porque tive que usar aqueles terríveis fornos de fogão, que nunca lhe permitem saber a temperatura que o troço realmente está, e deixam a cozinha com cheiro de queimado.

Juntei os ingredientes da massa no liquidificador. Ao medir o óleo, coloquei um pouco menos de meia xícara, porque não gosto de muito óleo, e eu visualizei logo uma auto-infligida afecção cardíaca.

Eu sofri cortando as cebola em pequenos pedaços organizados, até lembrar que ia tudo no liquidificador. Como eu sou autista e não consigo sair da rotina, continuei a maltratar meus olhos até o fim, mesmo sabendo que era um sofrimento completamente desnecessário. De alguma forma, eu esperava ser compensada por isso.

Quando ia colocar o orégano, olhei bem para o vidrinho que estava segurando (mania que adquiri depois do desastre das panquecas) e cheguei à conclusão que estava prestes a botar erva-doce na massa da torta. Ainda considerei a possibilidade por alguns segundos, quando eu não encontrei orégano. Então percebi que eu não seria capaz de distinguir o que ali seria orégano. Antes de me desesperar, recorri ao google imagens, e comparei o que havia na cozinha com as fotos, até decidir que simplesmente não havia orégano. Para não deixar passar, coloquei uma pitada de algo amarronzado que cheirava a tempero.

Enquanto tudo estava sendo batido no liquidificador, fui inventar um recheio qualquer. Cortei o resto do presunto da geladeira, e metade do queijo mussarela remanescente em quadradinhos (o que me trará o ódio eterno de minhas irmãs assim que elas forem atrás de cafe da manhã), e destrocei o resto do frango cozido que tinha sobrado do almoço (com o molho, as batatas e tudo... pois é, eu sei...).

Em vez de untar o pirex com óleo propriamente, eu espirrei ele pelo fundo do vidro e fiquei balançando pra um lado e pro outro pro líquido espalhar, já que eu não queria lambuzar as mãos, nem se auxiliada por um guardanapo. Então joguei um pouco da massa e percebi que a forma era muito grande pra o conteúdo, e que não iria sobrar muita massa pra jogar por cima do recheio. Mesmo assim, dei uma espalhadinha, joguei o recheio, e coloquei mais massa em cima, que não foi o suficiente pra cobrir tudo. Mas como o recheio afundou de qualquer maneira, não fez muita diferença. E finalmente a coisa foi ao forno.

O tempo sugerido é 30 min. Depois de dar uma organizada na cozinha, vi que daria para eu assistir um episódio da segunda temporada de Will & Grace (que durou um pouco mais de 20 min) e ainda por cima, colocar mais para download. Assim fiz, e quando fui verificar a torta, não estava nem perto de parecer assada.

Nesse meio-tempo minha mãe chegou, quase atingindo estado de berserker rage devido à fome. A minha famílai tende a ficar irracional sob privação de comida. Incentivei-a a esperar mais um pouco pela torta, para provarmos o resultado juntas, e, para distraí-la, comentei que não tínhamos orégano. Ela disse "tem sim" e me mostrou o pote de vidro que até então eu pensava que continha erva-doce... foi aí que oficialmente eu reconheci que não sabia reconhecer temperos sem uma etiquetazinha com o nome...

Mas bem, voltando à torta ainda crua, cogitei que isso deveria ser devido ao fato de eu ter deixado em fogo baixo, então não me abalei. Ajustei a temperatura para um meio-termo, e resolvi assistir a outro episódio de Will & Grace (2x21 - interessante notar que nesse episódio, Karen Walker quer aprender a cozinhar... me identifiquei tanto...).

Eu sei o que vocês estão pensando: "Ela foi assistir ao episódio e deixou a torta queimar". Não foi bem assim... na metade do episódio, eu pausei e fui ver a torta. Percebi que o molho do frango que eu deveria ter tirado estava empapando a torta, e que a massa ainda não estava com cara de quem se deixaria assar facilmente. Voltei, então, para assistir o resto do episódio, e quando ele estava prestes a acabar, ouvi um grito da minha mãe com o meu nome embutido. Devolvi o grito, dizendo para ela esperar, e quando tudo acabou e eu iniciei outro download, fui para a cozinha. E aí, sim, a torta havia queimado...

A parte de baixo era uma crosta dura carbonizada, e na de cima, eu juro que podia notar alguns tons de cinza misturado com o bege moreno. O meio ficou mole, cru eu diria, já que a massa só se manifestava em cima e em baixo. O fermento aparentemente se recusou a fazer seu trabalho, porque não ficou nada fofo (fora que o resquício do molho do frango realmente não ajudou a criar uma "massa").

Maaas... tirando a parte que obviamente deve ser jogada no lixo, até que deu pra comer aum pouco da metade de cima da torta, o que me fez pensar que ela deveria ser ótima (ou isso, ou eu sou capaz de comer qualquer coisa)...